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Comida e afeto

Bandeja de peixe do Jamie Oliver, adaptada pela minha mãe, que adaptou da Maria

Bandeja de peixe do Jamie Oliver, adaptada pela minha mãe, que adaptou da Maria

Tenho falado aqui há meses sobre levar uma vida mais saudável, me alimentar melhor, sem exageros etc. Desculpa habitual para fugir da dieta, no entanto, são os finais de semana, feriados e, principalmente, festas de final de ano, quando todo mundo dá aquela pisada na jaca e manda todos os exercícios e shakes diet pro espaço.

Pois eu tentei ser bastante ponderada nesse dezembro que passou e confesso orgulhosa que consegui, mas olha… Não foi fácil. A sorte é que eu tenho uma mãe que me compreende e me incentiva na dieta e amigas – sim, amigas, que eu visito todos os dias – virtuais como a Maria, do Diga Maria, que colocaram a mão na massa por mim e fizeram esta receita DIVINA dele, Jamie Oliver, que mais uma vez me encantou.

O resultado? Uma ceia leve e deliciosa que compartilho com vocês agora. Tá, ok, Natal e Ano Novo já passaram, né? Mas é uma receita para o ano todo, vai por mim.

Bandeja de peixe do Jamie Oliver, adaptada pela minha mãe, que adaptou da Maria

Para a bandeja

  • 4 filés de salmão (150 g cada), com pele, sem escamas e sem espinhos
  • 8 camarões grandes com casca (olha, eu sou alérgica a camarão, por isso o eliminei da receita. no lugar, usei batata salsa, a famosa mandioquinha, e olha… sem palavras sobre como ela ficou boa)
  • 1 maço de aspargos
  • 1 limão siciliano ou tahiti
  • 1 pimenta vermelha fresca pequena e sem sementes
  • 1 maço pequeno de manjericão fresco
  • 5 filés de anchova em conserva
  • 4 dentes de alho
  • 2-3 tomates médios
  • 4 fatias de bacon (eu tb não como bacon, mas mantive na receita para as outras pessoas que adoram)
  • Azeite, pimenta-do-reino moída na hora, sal

Coloque numa assadeira – grande e que possa ir pra mesa – os camarões e os filés de salmão com a pele para cima. Se for fazer com a mandioquinha, descasque, cozinhe e dispnha na assadeira. Elimine a parte dura do talo dos aspargos, tempere com sal e pimenta e os coloque na assadeira. Acomode também o limão cortado em quatro. Pique bem fina a pimenta vermelha e a distribua na assadeira junto com as folhas de manjericão. Desmanche os filés de anchova e os salpique pela travessa junto com o óleo da conserva. Esmague os dentes de alho com casca, coloque-os na travessa e regue com azeite. Corte os tomates em quatro e acomode-os. Distribua por cima as fatias de bacon e coloque a assadeira sob o grill quente, na prateleira do meio do forno, por 10 minutos ou até o bacon ficar crocante e o peixe cozido. Dica: se quiser montar a travessa com antecedência, deixe para cortar e colocar o limão na hora de levar ao forno.

Para o molho

  • Folhas de 1/2 maço de hortelã fresca
  • 1 maço pequeno de salsinha fresca
  • 1 dente pequeno de alho
  • 2 colheres (sopa) de vinagre de vinho tinto
  • 1 colher (chá) bem cheia de mostarda Dijon
  • 1 colher (chá de alcaparras
  • 2 pepininhos em conserva
  • 2 filés de anchova em conserva
  • 4 colheres (sopa) de azeite

Coloque num processador – ou num mixer, ou no liquidificador – as folhas de hortelã e as de salsinha (descarte os talos). Junte 1 dente de alho descascado, os filés de anchova, o vinagre, a mostarda, as alcaparras, os pepinos e o azeite. Bata até combinar tudo, experimente e acerte o sabor se necessário. Transfira para uma tigelinha e leve à mesa.

Jamie, Maria, mãe: OBRIGADA!

O post da Maria você confere clicando aqui.

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Vegetarianismo, uma reflexão

Eu não como carne. “Mas nem um franguinho?”, me perguntam muitos incrédulos. Não. “Mas nem um peixinho?”, eles continuam. Não. Eu não como carne. A decisão, tomada há uns cinco anos, no entanto, é minha e só minha. Ninguém precisa “não comer carne” comigo ou afins. Se meus amigos mais bacanas estão em um churrasco, não vou deixar de curti-los por conta disso. Se minha mãe quer comer camarão, não custa nada eu ir lá buscar pra ela. Pra mim, não tem problema.

Os vegetarianos mais ortodoxos condenam essa prática. Os onívoros, aqueles que comem de tudo, me vêem como biruta. É, sou incompreendida. Mas não me importo; afinal, isso acontece com as mentes mais brilhantes. Pelo menos é o que dizem.

Por isso, mesmo sendo vegetariana, a receita que hoje eu deixo para ser consumida nesse friozinho paulistano, é a do “Cassoulet do amor” da Katita. Ela, blogueira que me fez, junto com o Jamie Oliver, claro, ter amor pelas “questões culinárias”, posta quase que diariamente aqui, ó, no Pitéu. Suas receitas são cheias de histórias, cheiros e cores e eu adoro devorá-las com os olhos. Vira e mexe reproduzo uma ou outra. Não é o caso do “Cassoulet do amor”, já que eu não como carne, mas em breve vocês entenderão o que ele faz por aqui. Confiram:

Cassoulet do amor
, por Katita
Post de 27 de junho de 2011

“Cassoulet é uma espécie de feijoada francesa, feita com feijão branco, carnes brancas e/ou aves. Eu chamei o meu cassoulet de “cassoulet do amor” porque na minha cabeça este é um prato para se fazer para pessoas amadas, pois apesar de simples nos seus princípios, é um pouquinho trabalhoso e merece tempo, dedicação, atenção … muita coisa para cortar, caldos para fazer, várias etapas, cozimento lento e preparo desde a véspera para que encorpe na medida.

De todas as receitas que já vi, a minha segue mais de perto a do Anquier. A do Claude leva frango assado inteiro misturado ao feijão, coisa que não faz a minha cabeça, e prefiro mesmo fechar nos defumados de porco.

Vou começar dando duas dicas que facilitaram a minha vida: usei feijão branco pronto da Camil, o que significa que pulei a etapa do cozimento do grão; usei tomates pelados em lata, o que significa que não tive esse trabalho danado também.

O feijão deveria ser cozido num belo caldo, mas mesmo comprando o grão já pronto, não deixei de fazê-lo. Num litro e meio de água, coloquei folhas e talos de salsão e alho-poró, 1 cebola branca partida ao meio com 3 cravos espetados em cada banda, 2 dentes de alho, 1 cenoura pequena partida ao meio, louro, tomilho e salsa frescos, e levei a ferver até reduzir para pouco mais de 1 litro. Feito isso, coei o caldo devolvi à panela, juntei o feijão, tampei e reservei para o grão incorporar aquele cheiro e sabor.

Numa assadeira, dispus calabresa, paio, costela, lombinho e bacon, todos defumados e lavados, e escaldei com água quente duas vezes, para depois escorrer e lavar em mais água corrente (ainda assim ficou mais salgado do que eu gostaria, da próxima, vou deixar de molho na véspera).

Aqueci uma panela de ferro untada com óleo de canola e quando estava bem quente, dispus o bacon em pedaços para soltar a gordura; retirei da panela e somei a calabresa e o paio, que também liberaram gordura e foram removidos, para que finalmente eu somasse os pedaços de lombinho e costela para uma fritadinha rápida. Removi toda a carne da panela, tirei do fogo e coloquei ali 2 dentes de alho amassados, 1 cebola pequena em cubos, 1 cenoura pequena em cubos, a mesma quantidade de aipo (talos do salsão) em cubos e de rodelas de alho-poró, refogando tudo na gordura das carnes; depois somei uma lata de tomates pelados, que deu uma refogadinha ali e por fim somei uma xícara de vinho branco seco e deixei evaporar o álcool.

Finalmente, devolvi as carnes à panela e cobri tudo com caldo de galinha (não recomendo os prontos por conta do sal, a não ser que as carnes defumadas fiquem de molho desde a véspera). Abaixei o fogo e deixei a mistura cozinhar levemente até que as carnes estivessem macias e o caldo bem reduzido. Só depois de macias as carnes é que eu misturei o feijão com o caldo para que ele não espatifasse. Deixei tudo ferver junto por alguns minutos, desliguei o fogo, tapei a panela de ferro bem quente, apaguei a luz da cozinha e fui dormir. O cheiro maravilhoso de cassoulet invadiu a casa inteira e embalou meu sono.

(antes do forno e a caminho para gratinar)

Quando acordei no dia seguinte fui direto abrir a panela; encontrei um ensopado lindo, encorpado e muito aromático. Na hora de servir, aqueci, deixei levantar fervura, polvilhei com farinha de rosca torradinha e levei ao forno na mesma panela para gratinar (esta é uma das grandes vantagens das panelas de ferro Le Creuset, cujos cabos são também de ferro, uma extensão do corpo da panela). Fiz apenas arroz branco como acompanhamento.

Cassoulet é um prato muito especial e delicioso, daqueles que arrancam suspiros. Os franceses, definitivamente, sabem das coisas, ô se sabem!

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Legumes gratinados

Consigo até sentir o cheirinho!

Final de semana delicioso em casa, de arrumação de armários, limpeza, salão de beleza e… Feira! Sim. Para quem não sabe, Mogi das Cruzes concentra grande parte da produção agrícola do Estado de São Paulo; graças às colônias japonesas que se instalaram por aqui no início do século passado. A variedade é tanta que a cidade tem um varejão diário de frutas, verduras, legumes e afins e, no domingo, a visita é obrigatória. Dezenas de barracas ofertam o que há de melhor e mais fresquinho da produção; sem faltar, claro, pastel, docinhos e delícias da culinária oriental. É demais.

Hoje marido e eu acordamos cedo porque eu queria montar uma jardineira de temperos em casa. Inspiração, claro, do Jamie Oliver, que me mata de inveja daquele orégano fresco, alecrim, manjericão e etc. Em meio a cerejeiras, bonsais e até peixinhos de aquário, voltei de lá com luvas de lã para enfrentar o frio com estilo, chapéu de palha para as festas de São João que teremos na semana que vem, um frango assado de televisão de cachorro que deixou o marido louco e alguns leguminhos para tentar começar a semana mais saudável.

Foi aí que coloquei couve-flor, brócolis e cenoura ralada na panela com água, sal e azeite de oliva honesto, bati ovinhos com pimenta do reino, requeijão cremoso e um parmesão fresco digníssimo, despejei tudo em um pirex, cobri com mais um pouquinho do mesmo parmesão e levei ao forno para gratinar. O resultado é a imagem que você conferiu ali em cima. Prato delicioso e nutritivo, que acompanhou o risoto do Jamie Oliver deste post aqui e um Salton branco frisante que comprei ontem para fazer um climinha com o marido.

Perfeição em forma de vegetais e queijo!

Ah, sim… E para a sobremesa, um delicioso pudim de leite condensado também trazido do varejão. Calda no ponto certo, furinhos, nada doce demais, muito menos enjoativo. Começamos com o potinho de massa de tomate, mas estava tão tão bom que acabamos com ele antes mesmo de levantar da mesa. Ah, o Domingo…

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Post escrito enquanto Claude, Olivier e Nigella dão aquele toque mágico na GNT.

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Jamie Oliver

Até me esqueci.

Domingo é dia de preguiça, todo mundo sabe… E como o marido ia trabalhar durante toda a manhã, aproveitei para dar aquela esticadinha na hora do sono. Levantei meio dia, quase.

Num surto de inspiração, e como a casa já estava limpinha depois da faxinada que a Gê e a Tê deram, resolvi que faria um risoto do mais gostoso pro almoço, que não podia ser muito pesado, já que no fim da tarde haveria show de rock para encarar. Ultraje a Rigor, a propósito; com o Roger em toda a sua forma.

Me empenhei lembrando de cabeça a receita que vira no Jamie Oliver outro dia e o resultado, ó, di-li-ça.

Tratava-se de um risoto de cogumelos, desses frescos, mas eu não tinha, então adaptei com champignon mesmo, e deu certo. Veja você:

(A propósito: minhas receitas são no olhômetro, faço com o que tiver na geladeira… Exercício para dias de pendura).

 


Cebola grande
Dentes de alho
Cogumelos
Azeite
Sal
Aqui o Jamie manda colocar tudo no processador, junto com um teco de aipo, mas eu não tenho processador, nem tinha aipo, então piquei a cebola e o champignon, amassei o alho e refoguei tudo no azeite com sal.

Arroz (arbório, pela indicação do chef, mas também resolve com o agulhinha)
Vinho branco
Caldo de legumes
Manteiga
Parmesão fresco ralado
Refogados os primeiros ingredientes, adicione o arroz e deixe dar aquela “douradinha”. Cubra com vinho branco e deixe secar, mexendo para não grudar no fundo. Repita a operação com caldo de legumes, até que o arroz esteja bem molinho e cremoso. É aí que você vai adicionar a manteiga e o parmesão e, depois que tudo estiver misturadinho, desligue o fogo e deixe descansar por dois minutos.

Para servir, coloque num prato fundo, com folhinhas de hortelã por cima, pra decorar e dar aquele cheirinho fresco. O vinho branco que você usou para dar aquele gostinho ao risoto, pode acompanhar o prato, mas um copo de Coca Cola também é aceitável. Para a sobremesa, doce de leite Havana na colher. #Amazing.

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