Category Archives: Gole e Gula

Chocolate com pimenta

Primeiro domingo com temperatura abaixo dos 20ºC em minha cidade durante esse verão caótico. Dia tradicional de faxina em casa e de cozinhar algo que não seja enlatado, processado ou com mais conservantes que as necessidades diárias pedem.

Empolgada com o resultado do filé de peixe com molho gorgonzola, servido com cenouras e arroz integral, resolvi que seria boa ideia ter uma sobremesa a altura.

De preparo extremamente simples, este bolo de chocolate fica rico por conta dos detalhes. É assim:

Para o bolo, 3 xícaras de farinha de trigo, 1 xícara de chocolate em pó, 1 xícara de açúcar, 3 ovos, 1 xícara de leite, três colheres de sopa de manteiga e 1 colher de chá de fermento em pó. É só misturar tudo até obter uma massa homogênea e colocar para assar. Eu optei por uma assadeira grande, assim a altura do bolo não fica muito grande e a gente pode usar muito mais calda. <3.

Para a calda, essa linda, usei uma xícara de açúcar, 1 xícara de chocolate em pó, meia xícara de leite, uma colher de manteiga, duas doses de conhaque e… PIMENTA! Sim, pimenta. Eu usei uma mistura de pimenta preta e pimenta branca, moídas na hora… Cerca de uma colher de chá. Tudo na panela, mexendo sempre até engrossar e ficar em ponto de calda.

Aí foi só unir o útil ao agradável, ou seja, despejar a calda no bolo, e servir com aquele cafezinho passado na hora. Não tem coisa melhor.

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Torta do amor


Marido voltou a estudar e estou orgulhosa. Depois dos 30, sentar no banco de universidade não é fácil… Ainda mais em outra cidade, o que o faz ter praticamente a minha rotina dos últimos anos… Acordar antes de o sol nascer e dormir depois que a noite já passou de sua metade todos os dias.

Hoje foi o primeiro “sábado da redenção”, quando meio dia parece ser uma boa hora para abrir os olhos. Para dar-lhe forças, resolvi que o almoço, que aconteceu na verdade agora há pouco às 18h, deveria ser de conforto. E o que melhor que uma bela tora de liquidificador pra deixar a barriga quentinha e cheia por um bom tempo¿ Eu fiz assim:

2 ovos, 1 xícara de farinha de trigo, 1 cebola picada, 2 xícaras de leite, 1 xícara de óleo, 4 colheres de queijo ralado, 1 colher de fermento e sal no mixer até virar uma mistura homogênea.

Pro recheio, carne moída, só que de soja, sim, porque eu também queria comer, né¿ Então hidratei 1 xícara de PTS (proteína texturizada de soja) e temperei com molho de soja e caldo de legumes. Refoguei com azeite e cebola e acrescentei azeitonas verdes picadas, salsa e cebolinha da minha horta. Aí foi só montar: massa, recheio, massa… E cobrir com queijo ralado. Assou no forno médio por 20 minutos e ficou assim, lindona. Comemos com arroz integral. Delícia.

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Açúcar e afeto


Já disse aqui do prazer reconfortante de um bolinho de chuva feito por quem a gente ama. Hoje, no entanto, foi meu dia de colocar a mão na massa e fazer aquela bagunça na cozinha pra fazer bolinho de chuva pra quem eu amo.

Nem tá chovendo, diriam os críticos… Mas eu nem me importei. A vontade era tanta que lá fui eu: dois ovos, meia xícara de açúcar, uma xícara de farinha de trigo, uma xícara de leite e uma colher de chá de fermento em pó. Mistura tudo, óleo bem quente, açúcar e canela em volta e voilá, pedacinhos de amor pra gente se deliciar num domingo à tarde.

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Recebendo os amigos

Ontem foi dia de receber os amigos em casa e colocar a mão na massa para preparar um delicioso peixe. Há seis meses, no mínimo, sem cozinhar, acho que o resultado foi satisfatório… Pelo menos sobrou quase nada.

O prato foi inspirado neste aqui, mas com algumas modificações. A receita é a que segue, espero que gostem.

Tilápia assada ao molho (para 8 pessoas)
Para o peixe

  • 12 filés de tilápia (ou qualquer outro peixe branco)
  • 4 cenouras grandes
  • 6 tomates
  • 100g de castanha de caju moída
  • 50g de parmesão fresco ralado
  • Salsa e cebolinha à gosto

Para o molho

  • 1 litro de leite
  • 2 colheres de sopa de amido de milho
  • 1 cebola média
  • 150g de parmesão fresco ralado
  • Noz moscada e sal à gosto

Preparo

  • Limpe os filés de peixe e deixe-os em uma marinada de sal, limão, azeite e pimenta. Enquanto isso, limpe, corte e cozinhe as cenouras para ficarem ao dente, corte os tomates em quatro, tire as sementes e reserve, pique a cebola, a salsa e a cebolinha em cubinhos, triture a castanha de caju e reserve tudo. Refogue a cebola no azeite e acrescente o leite com o amido de milho dissolvido. Quando estiver engrossando, desligue o fogo e acrescente o parmesão. Tempere com sal e noz moscada. Monte a assadeira com molho, cenoura e tomate, peixe, molho, castanha, salsa e cebolinha e, por fim, queijo. Asse por 20 minutos em forno médio. Sirva com arroz branquinho e bons drinks.
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Comida e afeto

Bandeja de peixe do Jamie Oliver, adaptada pela minha mãe, que adaptou da Maria

Bandeja de peixe do Jamie Oliver, adaptada pela minha mãe, que adaptou da Maria

Tenho falado aqui há meses sobre levar uma vida mais saudável, me alimentar melhor, sem exageros etc. Desculpa habitual para fugir da dieta, no entanto, são os finais de semana, feriados e, principalmente, festas de final de ano, quando todo mundo dá aquela pisada na jaca e manda todos os exercícios e shakes diet pro espaço.

Pois eu tentei ser bastante ponderada nesse dezembro que passou e confesso orgulhosa que consegui, mas olha… Não foi fácil. A sorte é que eu tenho uma mãe que me compreende e me incentiva na dieta e amigas – sim, amigas, que eu visito todos os dias – virtuais como a Maria, do Diga Maria, que colocaram a mão na massa por mim e fizeram esta receita DIVINA dele, Jamie Oliver, que mais uma vez me encantou.

O resultado? Uma ceia leve e deliciosa que compartilho com vocês agora. Tá, ok, Natal e Ano Novo já passaram, né? Mas é uma receita para o ano todo, vai por mim.

Bandeja de peixe do Jamie Oliver, adaptada pela minha mãe, que adaptou da Maria

Para a bandeja

  • 4 filés de salmão (150 g cada), com pele, sem escamas e sem espinhos
  • 8 camarões grandes com casca (olha, eu sou alérgica a camarão, por isso o eliminei da receita. no lugar, usei batata salsa, a famosa mandioquinha, e olha… sem palavras sobre como ela ficou boa)
  • 1 maço de aspargos
  • 1 limão siciliano ou tahiti
  • 1 pimenta vermelha fresca pequena e sem sementes
  • 1 maço pequeno de manjericão fresco
  • 5 filés de anchova em conserva
  • 4 dentes de alho
  • 2-3 tomates médios
  • 4 fatias de bacon (eu tb não como bacon, mas mantive na receita para as outras pessoas que adoram)
  • Azeite, pimenta-do-reino moída na hora, sal

Coloque numa assadeira – grande e que possa ir pra mesa – os camarões e os filés de salmão com a pele para cima. Se for fazer com a mandioquinha, descasque, cozinhe e dispnha na assadeira. Elimine a parte dura do talo dos aspargos, tempere com sal e pimenta e os coloque na assadeira. Acomode também o limão cortado em quatro. Pique bem fina a pimenta vermelha e a distribua na assadeira junto com as folhas de manjericão. Desmanche os filés de anchova e os salpique pela travessa junto com o óleo da conserva. Esmague os dentes de alho com casca, coloque-os na travessa e regue com azeite. Corte os tomates em quatro e acomode-os. Distribua por cima as fatias de bacon e coloque a assadeira sob o grill quente, na prateleira do meio do forno, por 10 minutos ou até o bacon ficar crocante e o peixe cozido. Dica: se quiser montar a travessa com antecedência, deixe para cortar e colocar o limão na hora de levar ao forno.

Para o molho

  • Folhas de 1/2 maço de hortelã fresca
  • 1 maço pequeno de salsinha fresca
  • 1 dente pequeno de alho
  • 2 colheres (sopa) de vinagre de vinho tinto
  • 1 colher (chá) bem cheia de mostarda Dijon
  • 1 colher (chá de alcaparras
  • 2 pepininhos em conserva
  • 2 filés de anchova em conserva
  • 4 colheres (sopa) de azeite

Coloque num processador – ou num mixer, ou no liquidificador – as folhas de hortelã e as de salsinha (descarte os talos). Junte 1 dente de alho descascado, os filés de anchova, o vinagre, a mostarda, as alcaparras, os pepinos e o azeite. Bata até combinar tudo, experimente e acerte o sabor se necessário. Transfira para uma tigelinha e leve à mesa.

Jamie, Maria, mãe: OBRIGADA!

O post da Maria você confere clicando aqui.

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Varejão

Já escrevi aqui, no post Legumes Gratinados, sobre o Varejão, a famosa feira de domingo de Mogi das Cruzes. Sempre que posso vou até lá, mas confesso que com os dias corridos, domingo mesmo só penso em dormir até mais tarde; aí a feira vai meio que ficando de lado.

Pois foi quando minha mãe resolveu fazer uma visita semana passada que eu criei vergonha na cara e fui com ela até o Varejão. Mães adoram feira livre e, vamos combinar, realmente é tudo de bom.

O Varejão tem assim umas mais de 100 barracas. Não serei exagerada se chutar 200. É muito grande mesmo. Lá, os produtores locais têm espaço garantido para venderem seus produtos. E tem de tudo.

Frutas, verduras, hortaliças e legumes são de praxe. Tudo fresquinho, ao gosto do freguês. O tradicional pastel de feira, então? Nossa, incontáveis banquinhas.

Agora interessante mesmo é ver como a cultura oriental, tão presente em Mogi, se faz presente na feira. Seja na produção agrícola, como com os cogumelos variados e vegetais e frutas típicos do outro lado do planeta, seja pelas banquinhas de doces e salgados.

Há, no Varejão, banca de sushi e sashimi, guioza, tempura… E uma muito legal, de dorayaki, um doce gostoso quentinho, feito com uma espécie de pão de ló e recheio de creme. Very nice!

A presença oriental também pode ser observada nas bancas de flores – para delírio da minha mãe. Tem de orquídeas, árvores frutíferas, ervas e temperos frescos e outras plantas ornamentais. E por falar em ornamentais, também tem banca de peixinhos de áquario.

Peixaria, paella, galinhada, costela, frango assado, roupas, brinquedos, yakisoba… Ou seja, o Varejão é um excelente passeio de domingo em família. Vale super a pena conhecer.

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Linda e magra

Determinada a perder peso (agora que coloquei no blog, é um compromisso), passei o final de semana inteiro controlando a gula. Sim, porque o mais difícil das dietas são os finais de semana. Os barzinhos, as pizzas, os passeios no parque regados a sorvete e algodão doce.

Mas eu me controlei. Marido atacou a pizza quatro-queijos com borda recheada… E eu me controlei. Ele tomou Itubaina, e eu nem tchum. Ele bebeu cerveja com os amigos enquanto via o jogo do São Paulo, e eu nem petisquei um amendoin… Mas me aventurei a ir ao Varejão (mais informações aqui) e decidi fazer a minha versão light, vegetariana e saborosa de um prato que, acho, todo mundo gosta. A lasanha. O resultado foi o seguinte:

Tá sentindo o cheirinho?

15 tomates pelados e sem sementes, picados em cubos, reduzidos num refogado de 1/2 cebola roxa e 1 cebola branca, temperados com caldo de legumes e engrossados com uma colher de chá de açúcar mascavo.

3 abobrinhas fatiadas, temperadas com sal, pimenta do reino, curry e chimichurri, seladas na frigideira.

250g de ricota defumada, cortada em lascas finas.

Aí é só fazer camadas de molho, abobrinha e ricota em uma forma. Eu usei uma travessa de vidro – o famoso Pirex – porque fica bonito e colorido. Por fim, uma fina camada de parmesão fresco ralado, pra fazer aquela camadinha crocante e dourada que a gente tanto ama. 20 minutos de forno e, voilá! Lasanha prontinha, saborosa, deliciosa para um almojanta dominical cheio de preguiça.

Suculento!

Quem disse que comida vegetariana – e light – tem que ser feia e sem gosto está muito, muito enganado!

Cobertura crocante

Tropicalismo em alta

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Sábado por Domingo

Abri os olhos no domingo de manhã preocupada, mas o fato da cabeça não doer já era um alívio. A ressaca do final de semana passado foi uma das maiores da vida e eu não estava nem um pouco com vontade de repeti-la.

Saí do quarto, o primeiro baque: o colchão que deveria estar no quarto de hóspedes estava na sala e a Nêga, que não é boba nem nada, trocou sua caminha pela imensidão de espuma. Todos os bancos, cadeiras e apoios da casa também estavam lá, com algumas latinhas de cerveja, cinzeiros cheios e copos pela metade.

Descalça, percebi que não dava para pisar na cozinha sem um par de chinelinhos, pelo menos. O chão estava grudando. Apesar dos esforços de Karina, Talita e Silvia, nossa, ainda tinha muita louça para lavar.

Andei mais um pouquinho e, na área de serviço, além de uma camada imensa de jornais forrando o chão, as latinhas proliferavam. Não paravam de aparecer. Isso sem falar nas garrafas de lambrusco e tequila. Depois do baque inicial, pensei: “Eh… Acho que vou comprar um vasinho de flores para a vizinha!”.

Mas depois, pensando bem, lembrei das risadas, da comida boa, das conversas dos amigos e cheguei à seguinte conclusão: se ela não tem amigos, dane-se. Eu tenho e os meus são os melhores do mundo!

E, foi tudo tão bom, mas tão bom, que nem foto lembramos de tirar. Tem uma do Pingo com a boca cheia, mas acho falta de respeito com meus leitores essa publicação. Então, achei essa, homenagem à Dri e sua fabulosa torta de limão. #QueroMais! (e que venha a multa do condomínio!)

Já pode casar

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It’s party time!

Festa. Como eu gosto de festa. Meu sonho (um deles, na verdade), quando eu crescer, é abrir uma assessoria para festas, eventos e afins. Vou produzir casamentos, reuniões, aniversários, bodas… Vou deixas as pessoas felizes e ganhar um troquinho, ainda por cima. Quer algo melhor?

Enquanto isso não se concretiza, vou me realizando em pequenos projetos pessoais. Desde a festa de fim de ano da universidade onde trabalhava, até o aniversário 70’s da minha maninha Cecília Alves, um sucesso na hight society caraguatatubense. Rs.

Meu envolvimento vai da trilha-sonora aos comes e bebes, da decoração à segurança, dos convites às lembrancinhas. É uma alegria. E, desde que me mudei e passei a ser dona da minha casa, esses assuntos passaram a ter destaque na minha barra de favoritos.

Uma referência muito consultada é a Chris Campos. Ela, dona do Casa da Chris, também escreveu Almanaque das Festas Instantâneas e vivia dando dicas ótimas no Discovery Home & Health que o Diogo achava fúteis e desnecessárias. Eu adorava.

Hoje, apesar da correria da 6ª feira, procurei dar uma consultadinha na obra, porque amanhã, grande dia, receberei uma renca lá no apê… E tudo tem que sair impecável. #Ansiosa.

E se você, como eu, gosta de festas e de coisas bonitas, tem uma graninha a mais e quer incrementar suas celebrações, não deixe de CLICAR AQUI, origem das fotos aí de cima, inclusive.

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Vegetarianismo, uma reflexão

Eu não como carne. “Mas nem um franguinho?”, me perguntam muitos incrédulos. Não. “Mas nem um peixinho?”, eles continuam. Não. Eu não como carne. A decisão, tomada há uns cinco anos, no entanto, é minha e só minha. Ninguém precisa “não comer carne” comigo ou afins. Se meus amigos mais bacanas estão em um churrasco, não vou deixar de curti-los por conta disso. Se minha mãe quer comer camarão, não custa nada eu ir lá buscar pra ela. Pra mim, não tem problema.

Os vegetarianos mais ortodoxos condenam essa prática. Os onívoros, aqueles que comem de tudo, me vêem como biruta. É, sou incompreendida. Mas não me importo; afinal, isso acontece com as mentes mais brilhantes. Pelo menos é o que dizem.

Por isso, mesmo sendo vegetariana, a receita que hoje eu deixo para ser consumida nesse friozinho paulistano, é a do “Cassoulet do amor” da Katita. Ela, blogueira que me fez, junto com o Jamie Oliver, claro, ter amor pelas “questões culinárias”, posta quase que diariamente aqui, ó, no Pitéu. Suas receitas são cheias de histórias, cheiros e cores e eu adoro devorá-las com os olhos. Vira e mexe reproduzo uma ou outra. Não é o caso do “Cassoulet do amor”, já que eu não como carne, mas em breve vocês entenderão o que ele faz por aqui. Confiram:

Cassoulet do amor
, por Katita
Post de 27 de junho de 2011

“Cassoulet é uma espécie de feijoada francesa, feita com feijão branco, carnes brancas e/ou aves. Eu chamei o meu cassoulet de “cassoulet do amor” porque na minha cabeça este é um prato para se fazer para pessoas amadas, pois apesar de simples nos seus princípios, é um pouquinho trabalhoso e merece tempo, dedicação, atenção … muita coisa para cortar, caldos para fazer, várias etapas, cozimento lento e preparo desde a véspera para que encorpe na medida.

De todas as receitas que já vi, a minha segue mais de perto a do Anquier. A do Claude leva frango assado inteiro misturado ao feijão, coisa que não faz a minha cabeça, e prefiro mesmo fechar nos defumados de porco.

Vou começar dando duas dicas que facilitaram a minha vida: usei feijão branco pronto da Camil, o que significa que pulei a etapa do cozimento do grão; usei tomates pelados em lata, o que significa que não tive esse trabalho danado também.

O feijão deveria ser cozido num belo caldo, mas mesmo comprando o grão já pronto, não deixei de fazê-lo. Num litro e meio de água, coloquei folhas e talos de salsão e alho-poró, 1 cebola branca partida ao meio com 3 cravos espetados em cada banda, 2 dentes de alho, 1 cenoura pequena partida ao meio, louro, tomilho e salsa frescos, e levei a ferver até reduzir para pouco mais de 1 litro. Feito isso, coei o caldo devolvi à panela, juntei o feijão, tampei e reservei para o grão incorporar aquele cheiro e sabor.

Numa assadeira, dispus calabresa, paio, costela, lombinho e bacon, todos defumados e lavados, e escaldei com água quente duas vezes, para depois escorrer e lavar em mais água corrente (ainda assim ficou mais salgado do que eu gostaria, da próxima, vou deixar de molho na véspera).

Aqueci uma panela de ferro untada com óleo de canola e quando estava bem quente, dispus o bacon em pedaços para soltar a gordura; retirei da panela e somei a calabresa e o paio, que também liberaram gordura e foram removidos, para que finalmente eu somasse os pedaços de lombinho e costela para uma fritadinha rápida. Removi toda a carne da panela, tirei do fogo e coloquei ali 2 dentes de alho amassados, 1 cebola pequena em cubos, 1 cenoura pequena em cubos, a mesma quantidade de aipo (talos do salsão) em cubos e de rodelas de alho-poró, refogando tudo na gordura das carnes; depois somei uma lata de tomates pelados, que deu uma refogadinha ali e por fim somei uma xícara de vinho branco seco e deixei evaporar o álcool.

Finalmente, devolvi as carnes à panela e cobri tudo com caldo de galinha (não recomendo os prontos por conta do sal, a não ser que as carnes defumadas fiquem de molho desde a véspera). Abaixei o fogo e deixei a mistura cozinhar levemente até que as carnes estivessem macias e o caldo bem reduzido. Só depois de macias as carnes é que eu misturei o feijão com o caldo para que ele não espatifasse. Deixei tudo ferver junto por alguns minutos, desliguei o fogo, tapei a panela de ferro bem quente, apaguei a luz da cozinha e fui dormir. O cheiro maravilhoso de cassoulet invadiu a casa inteira e embalou meu sono.

(antes do forno e a caminho para gratinar)

Quando acordei no dia seguinte fui direto abrir a panela; encontrei um ensopado lindo, encorpado e muito aromático. Na hora de servir, aqueci, deixei levantar fervura, polvilhei com farinha de rosca torradinha e levei ao forno na mesma panela para gratinar (esta é uma das grandes vantagens das panelas de ferro Le Creuset, cujos cabos são também de ferro, uma extensão do corpo da panela). Fiz apenas arroz branco como acompanhamento.

Cassoulet é um prato muito especial e delicioso, daqueles que arrancam suspiros. Os franceses, definitivamente, sabem das coisas, ô se sabem!

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